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Cairu, uma das duas cidades do Brasil formadas por ilhas, tem ganhado o coração de brasileiros e estrangeiros pela natureza exuberante!


É uma região rica em cultura e história que tem se consolidado como um dos principais polos turísticos baianos, sendo o Morro de São Paulo sua ilha mais conhecida.


Confira este guia completo com tudo o que você precisa saber sobre Cairu, maior município-arquipélago do Brasil, e comece a sua viagem por aqui!


Tópicos que abordaremos neste post:

Aproveite a leitura!


Informações gerais do município-arquipélago de Cairu


Um dos municípios mais antigos do estado da Bahia, Cairu está localizado a 308 km de Salvador.


O significado de Cairu é bem sugestivo, "Casa do Sol", vem do idioma tupi guarani.


Não é à toa que é o 3° pólo turístico do estado, conhecido pelo famoso vilarejo de Morro de São Paulo.


É o maior município-arquipélago do Brasil com área total de 460,98 km², formado por 36 ilhas. Destas, as maiores são Cairu, Tinharé e Boipeba.


Ao todo existem três vilas: Galeão, Gamboa e Velha Gamboa. E seis povoados: Morro de São Paulo, Canavieiras, São Sebastião, Torrinhas, Tapuias, Garapuá e a sede, Cairu.


De acordo com o IBGE, a população geral desta cidade insular é de aproximadamente 18.224 habitantes.


Tem como principais atividades econômicas a pesca, mariscagem e extrativismo da piaçava, turismo e mais recentemente a exploração de gás natural.


Com inúmeros atrativos naturais, históricos e culturais, não faltam em Cairu opções de lazer, que vamos conhecer em detalhes nos próximos tópicos.


História de Cairu


Antes da chegada dos colonos portugueses em Cairu, habitavam no local os índios Aimorés, eram nômades e não formavam aldeias, guerreavam muito na região.


Devido aos constantes ataques dos aimorés aos colonos portugueses, o território que anteriormente era parte da capitania de Ilhéus, era praticamente despovoado.

Somente na metade do século XVI, o capitão-mor Francisco Romeiro, a mando do fidalgo Jorge de Figueiredo Correia, passou a povoar o local.


Com a ajuda dos índios tupiniquins, a região prosperou e se tornou a Vila de Nossa Senhora do Rosário de Cairu em 1608, até hoje padroeira da cidade.


A Vila, que era uma das mais importantes do Brasil Colônia, por meio do Decreto-Lei Estadual de 30 de março de 1938, foi elevada à categoria de cidade.


Cultura


Se você é um viajante que adora explorar a história e cultura de um local, saiba que Cairu coleciona monumentos, festas e danças culturais que intrigam qualquer visitante.


No arquipélago estão o Centro Histórico da Cidade de Cairu e o Sítio de Morro de São Paulo.


Ambos classificados como sítios histórico-naturais pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.


Além disso, são 14 monumentos isolados espalhados pelas ilhas.


Entre eles estão o Convento de Santo Antônio, construção de grande importância arquitetônica por marcar o início do movimento barroco brasileiro.


Monumentos Históricos


  • Convento e Igreja de Santo Antônio de Cairu

É o 1° convento de fachada barroca do Brasil, dada a relevância arquitetônica por ter iniciado a construção de outros conventos que seguem o mesmo estilo.


O local hoje tombado, foi uma iniciativa popular dos padres franciscanos e comunidade, inaugurada em 1654.

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

A igreja faz parte do centro histórico de Cairu construída em um local elevado, de onde se destaca e é possível observar o Convento de Cairu.

  • Fortaleza do Morro de São Paulo

​A fortaleza situa-se no extremo norte da Ilha de Tinharé, com 2.335 m2, foi concluído em 1730 e conserva um quartel.


Sua função era guardar a região das populações indígenas e auxiliar o carregamento de madeiras nobres para o reino.

  • ​Portaló

Francisco Romeiro, quem povoou e administrou a Vila de Cairu por volta de 1536, mandou edificar o portal da entrada do Morro de São Paulo.


Conhecida como Portaló, é feita de enormes portas de madeiras, levou 100 anos para ser construída e até é hoje é a principal entrada da Ilha de Morro de São Paulo.

  • Farol do Morro

Este farol foi construído no século XIX e possuía uma máquina importada da França com tamanha potência que foi considerada a melhor do Brasil em 1937.


Próximo ao farol, há um mirante que fazia parte da estratégia de defesa da ilha.

  • ​Fonte Grande

Para abastecer os soldados do forte e a comunidade do Morro de São Paulo, o Vice Rei do Brasil, André de Melo, mandou construir em 1746 uma fonte.


Ganhou fama e notoriedade pela tecnologia da construção e por ser o maior sistema de abastecimento de água da Bahia no período colonial.

  • Igreja Nossa Senhora da Luz

A conclusão da Igreja Nossa Senhora da Luz foi em 1845. O local guarda relíquias dos séculos XVII e XVIII, como as imagens sacras e os altares em estilo barroco de cedro.

  • O Casarão

Fica no centro do Morro de São Paulo, sua construção é de 1608 em estilo colonial. Já foi armazém de farinhas feitas na região, depois passou a ser escola.


Após servir como escola, foi reformado, no entanto, manteve o mesmo estilo. Hoje funciona como restaurante e pousada.

  • ​Igreja do Divino Espírito Santo

A igreja do Divino Espírito Santo construída em 1616, também relevante em sua história, foi elevada a freguesia e denominada Divino Espírito Santo de Boipeba.

  • Igreja de São Sebastião

A igreja em frente ao mar, do século XX, possui um interior bem simples com algumas imagens. Localizada no povoado de Cova da Onça, no distrito de Velha Boipeba.

  • Igreja de São Francisco Xavier

Por estar em um ponto elevado, é possível ver a capelinha branca de vários pontos da costa. Do mirante da igreja você aprecia do alto as belas paisagens do município.


Manifestações Culturais

  • Reinado de São Benedito

O ponto alto do festejo era a coroação do “rei negro”, conforme o costume das colônias africanas. Celebração em que passaram a homenagear seu 1° santo negro, São Benedito.

  • Congos

Essa dança folclórica representa os negros trazidos pelos portugueses da região africana do Congo, daí o nome do folguedo, que acontece entre 08 de dezembro a 06 de janeiro.

  • Chegança

A Chegança é outra manifestação popular que retrata os marujos portugueses e fala da saudade que sentiam de sua terra de origem. Acontece no dia 26 de dezembro.

  • Dondoca

É um desfile pelas ruas do município, onde o centro das atenções é a Dondoca, uma boneca de pano em uma armação de madeira.


Ao seu redor vão as “dondoqueiras”, em grupo de 10 a 15 mulheres que cantam e dançam ao som da charanga.

  • Boi Malhado

O Boi Malhado é baseado na história folclórica do "Bumba Meu Boi" que narra a morte e “ressurreição” de um boi que foi sequestrado por um vaqueiro.


Na dança do boi malhado, além da representação do boi, há o vaqueiro, sua esposa Catirina e a Nega Maluca que cantam, dançam e divertem a todos.

  • Capoeira

Com certeza você já ouviu falar da capoeira! Se não conhece, é uma luta de origem africana que surgiu no Brasil no século XVI.


As lutas aconteciam de costume em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão que deu origem ao nome.

  • Barquinha

É um desfile, onde uma barca de madeira, semelhante às caravelas do século XV, é colocada em cima de quatro rodas, puxada por duas cordas por 30 marujos.


O grupo percorre as ruas de Cairu cantando tormentos que relatam a vida triste dos marujos; suas lutas e pesares enquanto desbravaram os mares.

  • Caretas ou Zambiapungas

Outra tradição curiosa da época dos escravos é a cerimônia para homenagear o deus do Candomblé Zamiapomgo.


Esta celebração ocorre na véspera da festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade de Cairu, devido ao sincretismo religioso.

  • ​Terno de Reis